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(Sinónimo de) Carmezim

(Sinónimo de) Carmezim

09
Out17

A internet trouxe-me para casa!

Uma das coisas que me faz sentir mais crescida é o facto de ter o meu carro. Claro que sempre que alguém precisa dele cá em casa não começo a espernear porque me vão tirar o brinquedo, mas a verdade é que quem tem a chave "principal" na mala sou eu. Quando o recebi - podem ler esse post aqui - essa era uma das coisas por que estava mais entusiasmada: ter uma chave do carro na mala. 

 

Até receber o meu bolinha, os meus pais nunca tiveram problema em me emprestar o carro de família para ir beber um café ao sábado à noite ou para ir fazer umas compras ao fim da tarde depois das aulas. No final da viagem tinha era que deixar a chave na cómoda da entrada para que esta voltasse à base. É ainda verdade que às vezes deixo a chave do bolinha nesta mesma cómoda, mas agora é só porque tenho medo de pôr o carro na garagem e espero que o meu pai me faça esse favor. 

 

 

Com o início do mestrado comecei a ter que usar o carro mais vezes e a horas que até aqui nunca tinha conduzido. Nas últimas três semanas tive que me habituar - e desenrascar! - a andar com pressa e a andar com trânsito, duas coisas que até aqui nunca tinha experenciado ao longo dos meus tenros três anos de carta. Claro que aqui o trânsito não é uma IC19 com carros a apitar e muitos semáforos... aqui é mais provocado por papa-reformas e tratores e irem de manhã cedo para a adega. Não obstante, é o suficiente para me deixar a transpirar do buço. 

 

Outros deveres que chegam com o facto de termos um carro em nosso nome são as lavagens e, obviamente, o combustível. Adoro lavar o carro, se bem que da primeiro vez dei uns quantos passos para trás quando me apercebi da força da pressão de água. Pôr combustível também é uma tarefa que gosto de fazer, especialmente porque ao pé de casa tenho uma daquelas raras bombas em que ficamos sentadinhos dentro do carro e temos alguém que faz o trabalho todo por nós. No final, é só dar o dinheiro à janela, estilo MacDrive, e seguir viagem. Com isto quero dizer que desde que tenho o carro só precisei de me levantar do banco para pôr combustível umas duas ou três vezes no máximo.

 

A pensar nestas duas ou três vezes, o meu pai deu-me logo um workshop sobre como abrir o depósito do carro porque não é daqueles de carregar num botão ao lado do volante. Neste, temos mesmo que lá ir com a chave. Nos workshops que o meu pai me deu saí sempre de lá a dizer "sim pai, percebi!" e na realidade achava mesmo que tinha percebido. Afinal não tinha decorado nem quantas nem que voltas tinha que dar ao certo, mas nunca passei nenhuma vergonha em plena bomba de combustível. Até à sexta-feira passada. 

 

Na sexta-feira atrasei-me a sair de casa e como tal não arrisquei ir pôr combustível porque senão era quase certo que perderia o autocarro - e isso não podia acontecer porque queria muito ouvir o que o meu professor de sexta-feira tinha a dizer sobre a Catalunha. Teria então que, OBRIGATORIAMENTE, pôr combustível quando voltasse das aulas porque de certeza que se não o fizesse o Bolinha ia gaguejar algures no caminho de volta a casa. 

 

Quando cheguei das aulas lá fui à bomba de combustível mais próxima, cheia de medo de ficar parada no meio da estrada. Saí do carro e comecei numa luta com o depósito que, desta vez, parecia estar ainda a colaborar menos do que de todas as outras vezes em que fui a uma bomba self-service. Roda a chave para um lado, roda a tampa para o outro, roda a chave duas vezes, roda só a tampa, ouve um estalinho - "porra, já estraguei isto!" - roooooooooooda mais um bocadinho, rooooooooooooda para o outro lado, agora nem a chave sai, ficou presa, e isto sem abrir. 

 

No que é que isto resultou? Resultou numa luta de cerca de VINTE minutos num parque de estacionamento ao lado da bomba. Pelo menos tive esse bom senso, porque senão imaginem a fila interminável que eu não tinha provocado. Olho para o relógio e os ponteiros estavam prestes a bater nas 22h. Olho para o horário e a bomba fechava, precisamente, às 22h. Não tive outra hipótese e tomei medidas desesperadas. 

 

 me idea volunteer raise hand raises hand GIF

 

Nesse desespero entrei em contacto com um dos meus grandes amigos, daqueles que nunca me deixaram ficar mal, estilo "ajuda do telefone" no Quem Quer Ser Milionário: o YouTube. De forma a ser o mais clara possível porque precisava de respostas urgentes escrevi - em português e tudo - "como abrir depósito de um Fiat500". Sentindo-me ali a roçar no ridículo - mas pensando bem, já o estava a ser há cerca de vinte minutos - quase deitei uma lágrima quando vi que alguém, um dia, numa parte qualquer do mundo, fez mesmo um vídeo com pouco mais de vinte segundos em que se filmou a abrir o depósito de um Fiat500. 

 

Lá me consegui safar e já pus o vídeo nos meus favoritos, só para o caso de uma coisa destas voltar a acontecer. Só não subscrevi porque, enfim, a pessoa desistiu do YouTube pouco tempo depois de ter partilhado este vídeo. Se calhar achou que ninguém ia ligar àquilo. Olha amigo, não sei quem és, mas graças a ti cheguei a casa sem ser preciso ligar ao meu pai ou ao meu Rapaz a pedir boleia. Como diz o outro, espetáculo! We love YouTube!

 

Não perceber nada de carros é (Sinónimo de) Carmezim.

Marta.

 

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