Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

(Sinónimo de) Carmezim

(Sinónimo de) Carmezim

04
Ago17

Guardado na estante #8 | O Adeus Às Armas

Se há nome que é conhecido aqui pela minha zona é o nome Hemingway. É um dos nomes mais falados por aqui, sobretudo porque é o nome daquele que é, para mim, um dos melhores bares da Ericeira. O nome e a própria decoração do bar é totalmente inspirada no escritor, tendo penduradas nas paredes as inúmeras revistas de todo o mundo em que Ernest Hemingway foi figura central. Também nas paredes existem estantes cheias com livros dele.

 

Numa das noite em que lá fui beber aquele mojito dos deuses estava a olhar atentamente para a prateleira. Estava a fazer aquela pose ridícula que os amantes de livros fazem quando querem ler as lombas sem tirar os livros das estantes: ir andando, ir andando, sempre com a cabecinha inclinada e a tentar decifrar os nomes, muitas vezes virados ao contrário. Numa dessas vezes, nesse bar, houve um livro que me chamou especialmente a atenção: O Adeus Às Armas.

 

07
Jun17

A minha primeira vez

Só não vos falei da minha tarde do domingo na minha lista de favoritos do mês de Maio porque sabia que ia querer fazer um post isolado sobre o sítio onde fui. Domingo foi um dia especialmente importante para mim que foi a primeira vez... que fui à Feira do Livro! 

Desde dia 1 de junho - dia em que começou a feira - e mesmo nos dias anteciparam a abertura da mesma andei aqui por casa a lamentar-me de como gosto tanto de ler, literalmente, desde que o aprendi a fazer e mesmo assim nunca tinha ido à Feira do Livro. Para além disso, vivo a uma viagem de carro de meia hora de Lisboa, o que tornava toda a situação ainda mais grave. 

 

Então, para surpresa minha, os meus pais acharam por bem convidar-me a ir àquela que seria a minha primeira Feira do Livro. Sinceramente, não pensei ver aquilo tão cheio. Claro que também influenciou o facto de ser domingo e também me cruzei com imensos turistas, mas confesso que fiquei muito surpreendida por ver tanta gente que não andava simplesmente a passear, mas efetivamente a comprar. 

 

 

 

30
Mai17

Vejam só o novo vizinho!

Como já estão fartos de saber, um dos meus posts preferidos de escrever são os posts em que partilho a minha opinião sobre determinado livro e sobre determinado autor. Acho que gosto de escrever esses posts porque é como se estivesse a contar-vos a minha história, daquela história. Adoro aquela sensação de chegar a casa e saber que chegou uma encomenda com três ou quatro livros que há tanto tempo queria ler. Também gosto muito daquela sensação de ver o tempo passar a voar, especialmente quando estou sozinha e o dia não parece querer andar, quando me concentro na vida daquelas personagens. E claro,tudo isto termina ainda com outra boa sensação: a de guardar um livro na estante. 

 

Essa é a razão do nome da minha rúbrica aqui no blog, porque adoro fechar um livro, olhar para a capa, sorrir e escolher uma nova casa para ele. Casa essa que irei ver todos os dias, passar por ele e saber que adorei cada palavra. Às vezes, o mas complicado é arranjar o tempo necessário para ir a uma livraria para comprar algum livro. Depois, nos dias em que arranjamos esse tempo, há sempre o perigo de lá chegarmos e não haver o livro que tanto procurávamos. Aconteceu-me isso este fim de semana, quando fui de propósito a uma livraria procurar o Tudo, Tudo... E Nós. Fiquei pior que estragada. 

 

 

27
Mai17

Guardado na estante #7 | O Amante é Sempre o Último a Saber

20170511_200247550_iOS.jpg

Vá lá Marta, conseguiste trazer mais do que um Guardado na Estante no mesmo mês, até mereces um biscoito - que se sinta a forte ironia na frase anterior, por favor. Depois do processo que foi ler O Processo de Kafka, sabia que tinha de ler um livro levezinho. Já não tinha livros fofinhos que ainda não tivesse lido e não queria ter que ficar três dias a andar de transportes público sem companhia literária. Por isso, fiz uma pesquisa mais profunda nas prateleira cá de casa à procura de algo que me chamasse a atenção. E que soubesse que não seria demasiado sério. 

Os meus olhos, ainda que meio desconfiados, acabaram por cair em cima do único livro de Rui Zink que alguma vez comprei: O Amante é Sempre o Último a Saber. Comprei-o há uns anos porque o achava um grande maluco e porque acho a capa lindíssima. Na altura, tentei ler e não me lembro de ter sequer passados as primeiras dez páginas. Lembro-me que estava confusa, que não estava a perceber o que se passava e desisti. Interessante ver como o tempo realmente importa quando se fala em ler livros. Passados alguns anos, li-o num ápice e embora as partes confusas que continuam lá, nunca me senti perdida na história. 

 

 

13
Mai17

Guardado na estante #6 | O Processo

20170410_190530760_iOS.jpg

 Alguém que me mande dois gritos. Preguem-me uma chapada bem dada. Insultem-me até. Uma desgraça, foi o que isto foi! 

Terminei o mês de março toda contentinha comigo mesma porque tinha conseguido ler cinco livros, coisa que nunca me lembro de ter feito. Li livros fantásticos e finalmente tinha percebido que quando se quer mesmo arranjar um tempo para ler uma boa história, esse tempo faz-se. Em março, eu tinha-me sentido uma ilusionista que de alguma forma tinha parecido sacar mais umas horas da cartola. Foi com muito entusiasmo que comecei o mês de abril, pronta para me aventurar na segunda obra de Kafka: O Processo.

 

Nunca tinha lido nada do autor, até ter experimentado A Metamorfose, que adorei. Se leram a minha crítica sabem que esse foi um dos livros mais curiosos que já li. Com pouco mais de cem páginas, foi uma leitura daquelas que possivelmente vou aconselhar a qualquer pessoa que me pergunte o que achei. Por isso, achei que estava pronta para ler um livro como O Processo. Na minha crítica à obra A Metamorfose, alguém comentou que este (O Processo) iria ser um desafio. Bem amigos, e que desafio!

 

 

 

18
Abr17

Salteadora do livro perdido

Há uns meses, quando dizia a alguém o nome do meu curso e o que queria fazer a seguir - entenda-se museus e instituições do género - a resposta que obtive foi "Exato, queres estar lá no teu cantinho, a ter dias tranquilos, na boa!". Na altura concordei, mandei um "É isso mesmo!" para o ar e a conversa acabou por ali. Com o início do estágio apercebi-me que nos bastidores daquilo que o público vê numa exposição, passa-se muito mais do que se imagina. Não é nem o trabalho mais perigoso nem mais stressante do mundo, pelo menos para alguém que tenta começar agora a carreira - mas há lá malta que passa o dia a correr!

 

Esta semana fui convidada a ajudar na biblioteca. Visto tratar-se de uma experiência nova - e que vai fazer o meu relatório de estágio ficar muito mais bonito - não hesitei em aceitar. Os últimos dois dias foram passados no meio de livros sobre história geral e história de Portugal - um verdadeiro sonho!

 

Sinonimo de Carmezim

Sou a Marta e gosto de escrever umas coisas de vez em quando.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.