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(Sinónimo de) Carmezim

(Sinónimo de) Carmezim

06
Fev18

This Is... Vida Real

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Estávamos em Outubro, já não me lembro de que ano. Estava em casa com a minha mãe, só as duas. O meu irmão estava quase a chegar do trabalho e vinha cá a casa almoçar connosco. O meu pai estava de serviço. Era sábado e por isso, seria de esperar que eu acordasse um bocadinho mais tarde. Nesse dia, não foi isso que aconteceu. Nesse dia acordei relativamente cedo para alimentar o meu maior vício de então: jogar Sims 2. 

 

 

 

22
Jan18

O meu irmão e o Jim Carrey

Como já todos vocês sabem existem duas coisas que fazem o meu coração sorrir: música e cinema. O gosto por estas duas áreas começou por se manifestar muito cedo - e quando digo muito cedo, não estou a falar dos meus dez anos. Estou a falar de ainda antes de conseguir andar, sobretudo se falarmos do gosto pela música. Há um vídeo meu com meia dúzia de meses a dançar freneticamente o Calhambeque do Roberto Carlos. É outro daqueles tesourinhos bem valiosos do nosso espólio doméstico. A par desse momento existem os inúmeros espetáculos de dança que fazia para a família em todas as ocasiões especiais ou os recitais a cantar Santa Maria. 

 

O gosto pelo cinema, apesar de ter aparecido um bocadinho mais tarde, chegou cheio de força. O primeiro momento de que tenho memória em que pensei "uau, isto é mesmo giro!" foi a ver o Titanic em VHS com o meu irmão e a minha mãe. Eu deveria ter os meus 6 anos e numa parte em que o DiCaprio manda uma piada, a minha mãe e o meu irmão, naturalmente, riram. O que eles não esperavam era que eu risse também. Lembro-me que o meu irmão até pôs o leitor de vídeo em pausa para me perguntar do que me estava a rir. "Então, do que ele disse!". Tinha acabado de conseguir ler a primeira legenda da minha vida. 

 

 

12
Dez17

O que a manchinha juntou, ninguém pode separar!

Eu tenho uma mancha no queixo da qual nunca fui grande fã. Desde pequena que essa pequena mancha escura no queixo, um sinal ou marca de nascença, era motivo para gozo no infantário e na primária. Hoje em dia chamar-se-ia a isso bullying, na altura eram só... coisas de miúdos. A verdade é que rapidamente arranjei a resposta ideal para essas provocações: "quando tiver 18 anos posso tirar isto!" e durante muitos anos, mesmo já sem gozos de miúdos parvos, tinha a convicção que iria tirar a minha mancha do queixo. 

 

Já crescida, o que normalmente acontecia era alguém de ar muito preocupado começar a tentar limpar a mancha por acharem que eu andava por aí com o queixo sujo de café. Aí já não levava nada a mal, e até nos ríamos depois por ver quão atrapalhada ficava a pessoa que me tinha feito isso. Deixei de dizer que queria tirar a minha mancha, mas continuava a não ser a sua maior fã. 

 

 

13
Jul17

Festivaleiro da hashtag

Tal como já estão fartos de saber, faz hoje uma semana que fui ao NOS ALIVE ser feliz. Essa missão foi muito bem sucedida: fui, realmente, muito muito feliz no passado dia 6 de julho. O Alive - sobretudo o Optimus, e nem tanto o NOS - tem um lugar muito especial no meu coração, há já muito tempo. Apesar de não ter sido o primeiro festival a que fui - esse foi o clássico Rock In Rio, em 2006 - este foi o segundo, logo em 2009. Já lá vão quase dez anos e eu era uma autêntica criança. Quando me agarrei à grade depois de quase um quilómetro a correr para lá chegar - a sério, é mesmo cerca de um quilótro -, lembro-me de ter aquela sensação de vertigem quando olhei para cima e vi a dimensão daquele palco que, para uma criança, até assustava.

 

Foi ali em Algés que vi alguns dos concertos mais inesquecíveis da minha vida e que me marcaram profundamente: no topo da lista, sem dúvida nenhuma, Coldplay e Radiohead. São muitos mais aqueles que na altura me fizeram gritar e chorar que nem uma bebé e que guardo no meu coração com todo o amor, anos depois - mas esses dois, foram qualquer coisa de extraordinário. Jamais esquecerei aqueles momentos em que o público parecia ser um só a cantar The Scientist. Foi também arrepiante quando toda a gente, de olhos postos no palco - e alguns, com lágrimas - cantavam Stay With Me, de Sam Smith, com tudo o que tinham. 

 

06
Mai17

Tu tens é muita mania!

Desde que me ensinaram a escrever que adoro fazê-lo. Já vos falei aqui em alguns posts de como, durante muito tempo - e se calhar em certas situações continuo igual -, eu ou era a melhor ou nem sequer tentava. Fazia-me impressão, essa coisa de experimentar algo sem saber se vamos falhar. Não percebia como é que tanta gente fazia isso. E se gozassem comigo? E se eu caísse? E se me ralhassem? Agora imaginem estas perguntas a gritar aos ouvidos de uma criança de seis anos. Esta é daquelas coisas que não posso apontar o dedo a ninguém. Não posso escolher um momento na vida e dizer "foi aqui que tudo começou" ou "foi por causa de pessoa X que comecei a pensar nestas coisas". Fui eu, sozinha, que tão pequenina fomentei em mim o medo de falhar. 

 

Mas isto tudo a propósito de aprender a escrever. Estava talvez no segundo ano e lembro-me que a maior alegria da minha vida era ser das melhores a ler e a escrever. Lembro-me que gostava de ajudar os colegas que tinham mais dificuldades porque não queria que os meninos maus tivessem desculpa para gozar. Era isto que me fazia querer ir para a escola - mais especificamente, para as aulas - todos os dias. Houve um dia em que a professora nos deu uma pequena banda desenhada da Formiga e da Cigarra e pediu-nos para escrever uma história ao olhar para os desenhos. Se tivesse o mínimo de jeito, ainda hoje conseguiria reproduzir aqueles bonecos - nunca mais me sairam da cabeça. Escrevi e lembro-me de que quando pus o último ponto final, senti algo incrível. Estava mesmo orgulhosa do que tinha feito. Resultado: fui para o placard da sala e esse foi para mim, naquela altura, o melhor dia de sempre. 

 

 

 

27
Abr17

O mito daquele que veio

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Considero-me uma pessoa com várias histórias muito características. Existem dois ou três mitos em torno da minha pessoa, que se tornaram grandes motivos de gargalhadas entre mim e os que me são mais próximos - quer seja família ou amigos. Desses mitos destacam-se dois: aquela vez em que, com 11 ou 12 anos, comi 6 bifes ao almoço em casa de uma das minhas melhores amigas ou a vez em que tive uma festa de anos que foi um autêntico fiasco. É deste segundo mito que vos quero falar hoje. 

 

Estávamos no dia 1 de setembro de 2006, dia do meu 11º aniversário. Desde que me lembro de ser pessoa - e mesmo antes disso, existem registos que o confirmam - que gosto de ser o centro das atenções, especialmente quando estou na minha zona de conforto, rodeada de pessoas que me conhecem. Sempre fiz """"concertos"""" e """""recitais de dança"""" para a família e amigos nas mais variadas ocasiões, ali até aos meus 7 ou 8 anos. Quando deixei de o fazer, comecei a aperaltar-me toda, a ser um pouco mais arrojada - resumindo, dar nas vistas, pelas melhores razões que me fosse possível encontrar. 

 

 

 

Sinonimo de Carmezim

Sou a Marta e gosto de escrever umas coisas de vez em quando.

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